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domingo, 14 de abril de 2013

Proteja o mascote da família contra leishmaniose

A doença é transmitida pela picada de insetos. Saiba o que pode ser feito para proteger seu bichinho e também sua família

Texto: Fernanda Almeida/ Fotos: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel
É preciso ficar atento aos sintomas dos animais
eles são diferentes dos sintomas nos humanos.
Foto: Shutterstock. 
Passeios nos parques e reservas naturais, nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde podem ser boas pedidas para exercitar seu pet. Mas é justamente nesses ambientes que ele pode ser mais exposto à leishmaniose, uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por diferentes espécies de protozoários chamados Leishmania. As vítimas não são apenas os animais, pois os humanos também podem ser infectados. Apesar disso, o cão é considerado como o principal reservatório. Porém, outras espécies (felinos, equinos, ovinos e caprinos, além de alguns animais silvestres) não estão isentos do problema”, afirma o médico veterinário Claudio Nazaretian Rossi (SP). No Brasil, existem dois tipos da doença: a leishmaniose tegumentar americana (LTA), que acomete pele e mucosas, e a leishmaniose visceral americana (LVA), que atinge órgãos internos, como fígado, baço e medula. Ambas são transmitidas através da picada de insetos infectados, exclusivamente. “Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo”, explica Daniela Scatena, médica veterinária responsável pelo serviço de controle da leishmaniose do Centro de Saúde Animal Jardins (SP). E tanto o homem pode passar para o animal como o cão pode passá-lo para o homem.

É preciso ficar atento aos sinais e  que seu animal de estimação pode apresentar. Os sintomas são descamação, úlceras de pele, inflamação de conjutiva, corrimento nasal, apatia, emgrecimento, diarréria e vômitos, hemorragia intestinal, edemas nas patas e difuldade de movimentação das patas posteiores.
 
Os sintomas são diferentes entre humanos e os animais. A LTA nos homens se manifesta, em geral, sob a forma cutânea e a forma mucosa. “Cerca de 3 a 5% dos casos da cutânea desenvolvem a mucosa que se manifesta por lesões destrutivas nas mucosas das vias aéreas superiores”, afirma Ana Cecília Costa França, médica da área de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Diagnóstico e cuidados

O diagnóstico é feito de forma similar em animais e humanos: “Pode ser clínico, diante da observação de lesões na pele, e também laboratorial. O diagnóstico laboratorial pode ser parasitológico (exames de observação de lâminas, histopatológico ou culturas) ou sorológico (exame de sangue)”, afirma Victor Cravo, médico infectologista do Hospital Samaritano (RJ). Para todas as formas de leishmaniose, o tratamento de primeira linha é feito com remédios que interferem diretamente no metabolismo do parasita. Não há vacina contra a infecção. 

Como evitar a infecção no dia a dia

  • use produtos repelentes (existem vários tipos no mercado - em creme, spray etc.).
  • evite a exposição nos horários de atividade desses insetos (geralmente crepúsculo e noite).
  • use mosquiteiros de malha fina e telagem de portas e janelas.
  • faça a limpeza de quintais e terrenos para não propiciar o estabelecimento de criadouros do inseto.
  • faça a limpeza periódica dos locais que abrigam os animais domésticos.
  • mantenha os animais domésticos distantes do ambiente intradomiciliar durante a noite para reduzir a atração do inseto transmissor para essa parte da habitação.
  • descarte adequadamente o lixo orgânico com a finalidade de impedir a aproximação de mamíferos comensais (como os ratos!) que são prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos.
  • faça dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde.

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