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domingo, 14 de abril de 2013

Fisioterapia para os animais de estimação

Quando estão velhinhos ou sofreram algum acidente,a fisioterapia pode devolver o bem estar e prolongar a vida dos animais.


Para que o animal permaneça cooperando durante as sessões, o dono deve acompanhar pelo
menos no começo, assim o animal vai se sentir protegido. Foto Shutterstock.
Aquela briga com o bichano do vizinho, o brinquedo esquecido que fez que o cachorro caísse escada abaixo, aquela patinha quebrada que sempre volta a doer, aquele animalzinho velhinho que parece até um vovozinho – que já não consegue se sustentar por muito tempo em pé... Cães e gatos, assim como os humanos, estão sujeitos a doenças, acidentes e sintomas da velhice. Nesses casos, a fisioterapia veterinária pode ser de grande ajuda também para os bichinhos. “Ela visa diminuir o tempo de recuperação e o uso de medicamentos, que sobrecarregam os rins e o fígado, em cães e gatos”, afirma Luiz Fernando, veterinário e fisioterapeuta da clínica Professor Israel (MG).

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O especialista explica que a prática se divide em dois focos primários: o primeiro é a reabilitação do que fez alguma cirurgia ou lesou algum tendão e/ou músculo, conseguindo um maior alongamento e fortalecimento muscular – resultado que é bastante similar nos humanos – e o segundo são os exercícios controlados para a perda de peso e fortalecimento cardiovascular nas mascotes.As lesões de coluna também são bastante beneficiadas por esse tipo de abordagem terapêutica. “A fisioterapia pode tratar desde inflamações diretas na região dos ossos da coluna até fortalecer a musculatura que a sustenta. Com isso se consegue, inclusive, diminuir as crises de dor ao longo de toda a vida do animal de estimação”, defende Fernando.
 O tamanho do bichinho não influencia no resultado, o tratamento
é recomendado para animais de pequeno, médio e grande porte.
Foto: Shutterstock.
Como é que ela funciona?

Normalmente os pacientes da fisioterapia veterinária são os cães. Gatos, pelo seu tipo de comportamento, agilidade e pouco peso, normalmente não têm problemas que necessitem desse tipo de tratamento. “Os que mais frequentam as clínicas são os cães de médio e grande porte e a partir dos 7 anos”, diz Fernando. O médico-veterinário especializado nesse tipo de tratamento utiliza as próprias mãos durante as sessões. Ele faz massagens, alongamentos e algumas posições especiais necessárias para o tratamento.“Também são utilizados aparelhos próprios, como a laserterapia, outros que transmitem calor, e esteira aquática. Com isso, o animal consegue usar a força para vencer a densidade da água”, explica Fernando. “Esse tipo de exercício também é benéfico por diminuir a pressão e o atrito nas articulações enquanto é realizado”, esclarece Daniele Augusto, fisioterapeuta veterinária do Pet Hotel Dog Life (SP). Terapias com água morna exercem uma pressão no corpo que, quando movimentado, faz uma espécie de massagem que ativa a circulação. Contudo, não deve ser utilizada em animais com feridas abertas.
Para que o animal permaneça cooperando enquanto tratado, o dono deve acompanhar as sessões pelo menos no começo, até que ele se adapte. O tamanho do bichinho não influencia nos resultados. “Essa técnica já é mundialmente comprovada e utiliza uma força padronizada para o animal pequeno, médio e grande, conclui Fernando.


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