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sábado, 26 de dezembro de 2015

Os segredos de Jesus: teorias conspirativas e dois copinhos de catequese!!!!Parte 1.


"Procurar Jesus" e "A vida privada de Jesus" prometem revelações sobre “a personalidade mais marcante da Humanidade”. Mas José Carlos Fernandes adverte que pouco ou nada acrescentam ao que já se sabe.

Afinal Dan Brown tinha razão – é o que pode concluir-se, numa leitura superficial, de A vida privada de Jesus (The lost gospel: Decoding the ancient text that reveals Jesus’ marriage to Mary Magdalene), de Simcha Jacobivici & Barrie Wilson, editado recentemente pelo Clube do Autor. Porém, à medida que o livro avança, percebe-se que, no que concerne a teorias conspirativas e hipóteses extravagantes, Brown é um mero aprendiz.

O sangue real

Para quem não tenha tido paciência para desbravar as 600 páginas de diálogos toscos, prelecções soporíferas, correrias sem nexo ecliffhangers metidos a martelo de O Código Da Vinci (ou do não menos anódino e tolo filme dele adaptado), pode resumir-se assim a sua tese: ao contrário do que pretendem as versões oficiais do cristianismo, Jesus não foi celibatário e, ao contrário da imagem que persiste no imaginário popular, Maria Madalena não era uma prostituta. Na verdade, Madalena tinha ascendência real (da Casa de Benjamin), fazia parte do círculo de discípulos mais próximos de Jesus e acabou por casar-se com ele. Quando Jesus foi crucificado, Madalena, que estava grávida, fugiu para o Sul de França, onde foi acolhida pela comunidade judaica de Massilia (a actual Marselha), onde nasceu uma filha, Sara, cuja descendência haveria de dar origem à dinastia merovíngia dos reis de França e que se perpetuaria até aos dias de hoje, ainda que em segredo.
Dan Brown urde uma intriga de romance de aventuras juvenil, envolvendo charadas dignas de jogos de escoteiros e mensagens ocultas em quadros famosos. Não foi o primeiro a fazê-lo.
A demanda pelo Santo Graal (que é referido pela primeira vez na literatura medieval da Provença) nunca poderia ter sucesso pois buscava-se um objecto físico – uma taça usada na Última Ceia, na qual José de Arimateia teria recolhido o sangue de Cristo depois de este ter sido descido da cruz – quando na verdade o Santo Graal era de natureza imaterial: o ventre de Maria Madalena e o sangue de Jesus perpetuado nos descendentes de ambos.
A expressão “Sant Graal” (em francês arcaico) resultaria de um mal-entendido com “sang réal”, ou seja, a descendência de Cristo e Maria Madalena. A Igreja sempre ocultou este facto e denegriu Maria Madalena, pois a sua mundivisão patriarcal não poderia tolerar que uma mulher tivesse tido um papel tão importante– em vez disso, fez prevalecer a versão em que Pedro é a pedra sobre a qual Jesus edifica a sua Igreja. Porém, quando da conquista de Jerusalém na I Cruzada, os cavaleiros templários ficaram na posse de documentos que atestam a existência da linhagem com origem em Jesus, segredo que tem sido ciosamente guardado, após a extinção da Ordem dos Templários, pelo Priorado de Sião, que pretende restaurar a fé cristã original, com o seu pendor feminista, antes de ter caído nas mãos do que viria a ser a ultra-misógina Igreja Católica e Apostólica Romana.
Este é o substrato sobre o qual Dan Brown urde uma intriga de romance de aventuras juvenil, envolvendo charadas dignas de jogos de escoteiros, mensagens ocultas em quadros famosos (“La Gioconda” e “A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci) e um rally paper com paragem em obras emblemáticas da arquitectura e locais com ressonâncias “misteriosas” (Louvre, Église Saint-Sulpice, Temple Church, Abadia de Westminster, Rosslyn Chapel), em registo de visita guiada para turista americano parolo. No fim de muitas perseguições frenéticas, deduções rebuscadas e reviravoltas inverosímeis, Robert Langdon, o génio da simbologia que protagoniza este e outros thrillersesotéricos do mesmo jaez, conclui que o Santo Graal – os documentos que atestam a continuidade da linhagem de Jesus e os ossos de Maria Madalena – está enterrado sob a pirâmide invertida do Louvre.
[O filme que Ron Howard adaptou do bestseller de Dan Brown]

Dan Brown não inventou (quase) nada

O Código Da Vinci, mesmo quando considerado como literatura de aerogare, sem outro fito que não o entretenimento, é inepto, mas poderia, ao menos, atribuir-se a Dan Brown o esforço imaginativo de ter concebido esta mirabolante construção em torno de Jesus e Maria Madalena. Porém, Brown limitou-se a explorar e adaptar aos seus propósitos ficcionais, uma longa tradição, com frutos tardios e extravagantes nos ensaios e romances esotéricos do final do século XX, como The Templar revelation (1997), de Lynn Picknett & Clive Prince, e The holy blood, Holy Grail (1982), de Michael Baigent, Richard Leigh & Henry Lincoln, e os romances The Da Vinci legacy (1983) e Daughter of God (2000), de Lewis Perdue. As afinidades entre O Código Da Vinci (publicado em 2003) e estas obras (consta que Brown até terá repetido as inexactidões factuais neles contidas) levaram os seus autores a processar Brown por plágio (sem sucesso), mas a verdade é que eles próprios se limitaram a elaborar fantasias sobre lendas e especulações bem mais antigas.
Há quem recue aos cátaros da Provença, na Idade Média, que tinham uma visão invulgarmente igualitária do papel da mulher na sociedade e atribuíam a Maria Madalena um papel mais importante do que o de Pedro na génese da Igreja. Algumas correntes entre os cátaros defendiam mesmo que ela se casara com Jesus, ou fora sua concubina, e que, após uma crucificação simulada (!), ambos tinham atravessado o Mediterrâneo e encontrado refúgio na Provença. Há mesmo quem especifique que o casal se instalou no que é hoje Rennes-les-Bains, na região montanhosa de Corbières, na Provença, e que Madalena teria feito baptismos na Fontaine des Amours, no Rio Sals (um grau de precisão que pode parecer absurdo do ponto de vista histórico ou teológico, mas que tem inestimável valor turístico).

O evangelho perdido

Porém, também estas ideias de pendor “feminista” não foram inventadas pelos cátaros: provinham dos evangelhos gnósticos e outros escritos dos primórdios do cristianismo. É num desses documentos – o manuscrito 17.202 da Biblioteca Britânica, conhecido como José e Assenate – que Simcha Jacobivici & Barrie Wilson se basearam para elaborar a tese que explanam em A vida privada de Jesus. O manuscrito, em siríaco (uma língua próxima do aramaico), foi datado de 570 d.C., mas Jacobovici & Wilson fazem remontar a sua origem ao século I, atribuindo-lhe maior antiguidade do que aos evangelhos canónicos – sugerem mesmo que poderá ter sido escrito quando Jesus ainda estava vivo.
A novidade bombástica que Jacobovici & Wilson agora anunciam ao mundo não decorre da descoberta de novos elementos, mas da reanálise de "José e Assenate". Encontraram, sob a camada superficial de significado, uma história de “amor, sexo sagrado, política, traição e homicídio”. 
O documento faz parte de uma colecção com o grandiloquente título deUm volume de registos de acontecimentos que moldaram o mundo, cuja organização é atribuída a um autor conhecido no meio académico como Pseudo-Zacarias Retórico, que terá sido provavelmente um monge monofisita de Amida (perto do que é hoje Diyarbakir, na Turquia). Vários indícios sugerem que este Pseudo-Zacarias não terá sido o redactor de José e Assenate, que, na aparência, conta a história do patriarca israelita José e da egípcia Assenate (também grafada em português como “Azenate”), a filha do sacerdote Potifera, que foi dada em casamento a José pelo faraó, união de que nasceram Manassés e Efraim, que estão na origem de duas das 12 tribos de Israel. Estes eventos (a terem tido lugar) precedem em milénio e meio o nascimento de Jesus.
A novidade bombástica que Jacobovici & Wilson agora anunciam ao mundo não decorre da descoberta de novos elementos, mas da reanálise de José e AssenateMas também não há no manuscrito mensagens cifradas para as quais seja preciso descobrir uma chave oculta numa qualquer capela gótica, nem texto invisível nas entrelinhas que só é revelado através da imersão do papiro num preparado secreto, como nos livros de Dan Brown e outros fabricantes de thrillers esotéricos. O que Jacobovici & Wilson fizeram foi reler o texto à luz do que se sabe do judaísmo e do paleocristianismo e do contexto histórico, social e religioso do Próximo Oriente do século I – e encontraram, sob a camada superficial de significado, uma história de “amor, sexo sagrado, política, traição e homicídio”.

A verdadeira Virgem Maria

Segundo Jacobovici & Wilson, a história de José e Assenate é, na verdade, a história de Jesus e Maria Madalena, do seu casamento e da religião que ambos fundaram. A razão para recorrer a este subterfúgio é a seguinte: “Como o cristianismo ortodoxo [de Paulo de Tarso] saiu vitorioso, forçou as congregações que advogavam uma teologia cristã ‘herética’ a passarem à clandestinidade”. O grupo de Paulo, que, recorde-se, nunca conheceu Jesus, “foi fundado sobre a sua experiência mística de Cristo pós-crucificação. Pelo contrário, o grupo de Maria, a Madalena, parece ter nascido de uma tentativa para compreender o seu casamento terreno com Jesus de Nazaré”.“Paulo e os cristãos paulinos tornaram retroactivamente Jesus celibatário para poderem excluir a esposa de Jesus da sua teologia e em simultâneo assumirem o controlo da sua Igreja gentílica”. E “logo que Maria, a esposa, foi retirada da história, Maria, a mãe, foi elevada a um estatuto de quase deusa e retroactivamente declarada virgem”, mas “era Maria, a Madalena, a Virgem Maria original”, moldada sobre a deusa Ártemis dos Jónios, que era uma reinterpretação da Ártemis, a deusa caçadora do panteão grego, convertida em deusa-mãe e símbolo da fertilidade e da vida, cujo templo em Éfeso era uma das Sete Maravilhas da Antiguidade.
Cópia romana do século I d.C. da estátua de Ártemis no Templo de Éfeso
Cópia romana do século I d.C. da estátua de Ártemis no Templo de Éfeso
Ao contrário do que os evangelhos canónicos dão a entender, “Maria, a Madalena, não foi uma seguidora periférica nem uma ex-prostituta. Ela foi uma salvadora por direito próprio; noiva de Jesus, sua esposa, sua irmã espiritual”, “uma ex-sacerdotisa de Baal e Ártemis” que nunca renegou estas divindades e que, ao casar-se com Jesus (onde Jacobovici & Wilson vêem a convergência dos cultos de Baal, Hélio e Apolo), acabou por ficar à frente de uma igreja bem diferente daquela que associamos a Paulo: “Um culto sincrético que combinava elementos do misticismo judeu, artemisiano e dionisíaco que envolviam o hieros gamos – sexo sacralizado”. Paulo, ao assumir a liderança do cristianismo, “substitui a sacralização do sexo pela sacralização da castração”, não literalmente, mas advogando a abstinência e o celibato. Jacobovici & Wilson filiam José e Assenate no gnosticismo valentiniano (de Valentinus, c.100-c.160, o seu fundador e “ideólogo”), uma corrente do cristianismo em que “a ênfase está na vida, felicidade e redenção – não no sofrimento, morte e participação na paixão de Cristo” e cujo “acto mais sagrado é o sacramento da câmara nupcial […]. De acordo com esta perspectiva, [Jesus] cumpriu a sua tarefa não quando se fez homem e não quando foi crucificado, mas quando conheceu, se casou e manteve relações sexuais com Maria, a Madalena”.
Se Jacobovici & Wilson tivessem sido consultores da mini-série televisiva A Bíblia certamente que lhe teriam imprimido um cariz mais valentiniano e Diogo Morgado teria motivos mais fortes para ser conhecido como “hot Jesus” (embora talvez a série deixasse de ser adequada ao History Channel e tivesse de passar na Hot TV).
Jacobovici & Wilson sugerem mesmo que o episódio das bodas de Caná diz respeito ao casamento de Jesus com Maria – de outro modo porque insistiria a mãe de Jesus para que este transformasse a água em vinho? 

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