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quinta-feira, 5 de junho de 2014

É Brasil no Japão!

Jovem instrumentista bauruense vence concurso de “viola japonesa” e garante privilégio de representar Brasil no Japão

 

Amanda Oshiro vence concurso de “viola japonesa”.

 

Melhor do Brasil em sua categoria, a bauruense Amanda Tiemi Oshiro vai representar o País no Japão no ano que vem, tocando sanshin (tradicional instrumento de cordas japonês chamado popularmente por aqui de viola japonesa) em um evento musical realizado em Okinawa, ilha localizada no sul do Japão, local de origem do instrumento musical.
Oshiro, de 18 anos, conquistou o direito de ser o “Brasil no Japão” ao ganhar o Concurso Minyo Hozonkai, que ocorre anualmente em São Paulo, superando concorrentes do País inteiro em seletiva que contou com quatro etapas, onde foram avaliados canto e performance no sanshin. A instrumentista será a representante brasileira na categoria até 60 anos. A festa ficou completa com o segundo lugar de Carolina Akemi Oshiro, de 15 anos, irmã de Amanda, na mesma competição, mas em outra categoria. Depois de brilhar no Brasil, Oshiro agora se prepara para atravessar o mundo e mostrar seu talento em Okinawa. A data do evento ainda não foi definida, mas ocorrerá entre junho e julho do ano que vem. A bauruense já conhece o Japão, mas afirma que a sensação de visitar o país de seus ascendentes representando o Brasil é completamente diferente. “Para mim, até agora, é um sonho”, festeja.
A apresentação é também uma oportunidade de mostrar que os familiares mantiveram as tradições japonesas em terras brasileiras. Além de ser um orgulho para a família. No Brasil e no Japão. Pois Oshiro terá um “público particular” em sua apresentação. “Minhas tias e primas moram lá. E eu tinha uma bisavó, que faleceu há pouco tempo, que também morava lá”, cita.
A família, aliás, é a responsável pela iniciação da então garotinha Amanda no sanshin. “Meu bisavô já tocava. Meu avô, meu pai, meus irmãos, todo mundo toca aqui”, brinca Oshiro. Influenciada pelos mais velhos, a menina começou a tocar e logo se destacou. A musicalidade da família parece mesmo herança genética e Oshiro, agora, repete os passos de tios. “Eles também já representaram o Brasil no Japão.”
No número musical que apresentará em Okinawa, a bauruense terá a responsabilidade, além de tocar de maneira irrepreensível, de cantar em japonês para público japonês. Ouvidos peritos no instrumento e no idioma a esperam. “Eles são muito exigentes. Eu já falo japonês, mas vou ter que me preparar mais ainda”, projeta. Para chegar ao Japão da maneira que almeja, Oshiro pratica duas horas diárias com o instrumento. O repertório é, na maior parte, de músicas tradicionais e folclóricas japonesas.

Lenda
Na aldeia de Sobe, morava uma formosa jovem que se chamava Chira. Tinha um namorado. Porém, um outro rapaz, que também gostava da moça, por inveja, acabou matando seu rival.
Desconsolada e abatida pela morte do namorado, começou a criar um cão vermelho. Pouco tempo depois, teve um filho, nascido de sua relação com seu falecido namorado. Quando os moradores do local souberam do fato, começaram a imaginar: o pai é o cão vermelho.
Chira, que não suportava mais ouvir esses comentários, foi para a ilha de Tsuken, onde praticou o suicídio. Os pais dela, resolveram adotar o menino órfão, educando-o como se fosse o próprio filho. Mais tarde, passou a ser chamado por todos de Akainku, que significa filhote de cão vermelho.
O primeiro shamisen conhecido em Okinawa foi por ele criado, diz a lenda. Do galho de uma amoreira, montou o braço do instrumento. Do tronco da mesma árvore, construiu o corpo principal. E do rabo de um cavalo, fez o encordoamento.
Ouvindo o barulho das gotas de chuva caindo no telhado, criou o ritmo para o sanshin (tun tem tun tem). Desde criança, gostava de música e vivia viajando de aldeia em aldeia, para tocar e cantar, carregando o shamisen que havia criado e que mais parecia um brinquedo de criança. Era recepcionado com alegria em todos os lugares.
Certo dia, durante uma de suas apresentações, ele disse a todos: “Aqui termina minha missão. De agora em diante, quero que vocês montem um shamisen melhor do que este. Quero também que vocês transformem Okinawa numa terra conhecida pela música. Vou para o céu e fico observando a aldeia de Sobe”.
Depois dessas palavras, o corpo de Akainku levantou voo e desapareceu no céu. Nesse lugar os moradores construíram um templo, onde fazem uma festa em sua homenagem no dia 20 de setembro de cada ano.
Fonte: https://sites.google.com/site/kunkunshisdesanshin/historia-do-sanshin
Carolina Akemi Oshiro (esq.) foi vice-campeã no mesmo concurso, mas em categoria diferente da irmã Amanda Tiemi Oshiro (dir.), que venceu a competição em sua categoria e agora vai representar Bauru - e o Brasil - em 2015, em competição em Okinawa

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