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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Japão presta ajuda técnica no projeto agrícola das savanas moçambicanas

japão

A Agência de Cooperação Internacional (JICA) anunciou terça-feira um novo projeto de assistência técnica de 9,4 milhões de euros ao Programa de Cooperação Triangular para o Desenvolvimento Agrícola das Savanas Tropicais em Moçambique (PROSAVANA).

O projeto, desenvolvido por agricultores brasileiros e japoneses em 12 distritos das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia, no norte e centro de Moçambique, abrange cerca de 700 mil hectares de terra e visa promover uma agricultura empresarial, com uma forte componente de transferência de tecnologia.
"Este ano vamos começar com um novo projeto de assistência técnica ao PROSAVANA na ordem de 12 milhões de dólares. Este montante junta-se aos anteriores 13 milhões de dólares já disponibilizados para este mesmo fim, totalizando 25 milhões de dólares", disse hoje o diretor Assistente da JICA para a África Austral, Sakaguchi Kota, citado pela televisão e pela agência de notícias moçambicana.
O anúncio foi feito aos jornalistas moçambicanos à margem da Conferência Internacional sobre os Investimentos em Moçambique, que decorre na capital japonesa, Tóquio, e conta com a participação do ministro moçambicano da Agricultura, José Pacheco.
Sakaguchi Kota afirmou que o Japão e Moçambique estão a discutir futuras atividades a serem desenvolvidas no âmbito do PROSAVANA, que vão compreender a cooperação técnico -financeira não reembolsável, além de novos empréstimos para o programa.
Falando na conferência, o ministro da Agricultura de Moçambique disse, por seu turno, que o país "oferece vantagens comparativas para a produção agrária", até porque, destacou, apenas 14 porcento de 3,3 milhões de hectares de terra que podem ser irrigados estão em exploração.
As autoridades moçambicanas consideram o PROSAVANA uma réplica de uma cooperação bilateral que a 30 anos ocorreu no Brasil, numa região que com características idênticas as do Corredor de Nacala.
As organizações ambientais moçambicanas criticaram, no entanto, o governo moçambicano por ter negociado com investidores brasileiros a concessão dos 700 mil hectares de terra para o aproveitamento agrícola no norte do país, alegando o risco de expropriações de terras aos camponeses em Moçambique.

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