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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Fundos de renda fixa e ouro lideram ranking de aplicações em 12 meses

Hoje está fácil para o gestor de renda fixa conseguir bom retorno para os investidores / Foto: arquivo
Hoje está fácil para o gestor de renda fixa conseguir bom retorno para os investidoresFoto: arquivo
Os fundos de renda fixa e o ouro lideraram o ranking de investimentos da Folha de S.Paulo de janeiro. O levantamento computa o desempenho nos últimos 12 meses e desconta Imposto de Renda, quando incidente.
O aumento da taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano passado favoreceu a aplicação em fundos de renda fixa, que tiveram valorização de 9,91% em 12 meses (após o desconto de Imposto de Renda, de 17,5% na categoria) e de 0,86% em janeiro (também após o desconto de IR).

Os fundos DI, que aplicam os recursos em títulos públicos e privados pós-fixados, registraram ganho de 9,17% (após IR) em 12 meses e de 0,66% no mês.

Desde janeiro de 2014, a taxa Selic passou de 10,50% ao ano para os atuais 12,25% ao ano. Para Raphael Juan, gestor da BBT Asset, esse aumento está por trás do bom desempenho dos fundos em 12 meses e no mês. "Voltamos a um patamar de Selic acima de 12%. Hoje está fácil para o gestor de renda fixa conseguir bom retorno para os investidores", avalia.

Segundo ele, a fraca atividade econômica no país inviabiliza que a taxa básica supere os 13% ao ano. "Projetamos que, no fim de 2016, a taxa voltará a cair, se situando em 11,5% ao ano", diz.

Juan lembra que, antes de escolher um fundo, o investidor deve pesquisar a taxa de administração cobrada. "Esses fundos têm que ter uma taxa bem baixa, entre 0,5% e 1%, para não corroer o ganho", ressalta.

A poupança -tanto para depósitos até 3 de maio de 2012 quanto os feitos após essa data- teve rendimento de 7,05% em 12 meses e de 0,59% no mês. A caderneta é isenta de IR.

A inflação projetada para janeiro medida pelo IPCA (índice oficial) é de 1,20%, segundo pesquisa mais recente feita pelo Banco Central com economistas. Nos 12 meses encerrados em dezembro (dado mais recente disponível), o IPCA ficou em 6,41%, pouco abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, que é de 6,50%.

OURO - A forte valorização do preço do ouro no mercado internacional e o avanço do dólar no cenário doméstico fizeram com que a commodity registrasse valorização de 12,3% em 12 meses.
Só em janeiro, o ouro teve alta de 7,50%. O preço da commodity é formado por uma combinação do valor do dólar no Brasil e do ouro no exterior. A forte alta da moeda americana no mês -de 1,36%- e também do preço do ouro no exterior -em torno de US$ 87- colaboraram para o desempenho do ouro, afirma Edson Magalhães, diretor da corretora Reserva Metais.

A aplicação em ouro é isenta de IR para vendas de até R$ 20 mil por mês, assim como ocorre com ações.
O metal é considerado uma opção segura de investimento e, por isso, é mais procurado em momentos de instabilidade no mercado financeiro, como o atual. Diante da maior procura de investidores -em geral, os que possuem mais recursos disponíveis para aplicar-, o preço do ouro sobe.
Segundo Magalhães, a insegurança no exterior também contribuiu para o aumento da sensação de aversão entre os investidores. "Houve problemas na Grécia, com a vitória do partido de esquerda com discurso anti-austeridade, além da crise econômica pela qual a Rússia passa e toda essa questão dos atentados na França. Isso tudo gera insegurança", ressalta.
DÓLAR - A possibilidade cada vez mais forte de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevar sua taxa de juros fez com que o dólar registrasse valorização de 11,3% em 12 meses. No mês, a moeda americana subiu 1,36%.

Uma alta dos juros nos EUA tende a provocar uma retirada de recursos de países emergentes, como o Brasil.
Com o bom desempenho da divisa, os fundos cambiais, alternativa para o pequeno investidor que quer aplicar em moeda estrangeira, registraram avanço de 5,33% em 12 meses, após desconto de Imposto de Renda (de 17,5% na categoria). No mês, os fundos tiveram queda de 2,71%.

Boa parte da valorização do dólar no mês foi fruto da declaração do ministro Joaquim Levy (Fazenda), que afirmou nesta sexta-feira (30) que "não há intenção de se manter o câmbio artificialmente valorizado" para favorecer as exportações brasileiras.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2,74%, para R$ 2,684. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, teve alta de 2,94%, para R$ 2,689.

Ao ser questionado sobre os desafios do comércio exterior brasileiro nos próximos anos, Levy disse que as empresas precisam se tornar mais competitivas sem a ajuda do dólar.

"A fala do Levy pode ser um indício de que o Banco Central vai reduzir suas intervenções diárias no mercado cambial", afirma Tarcísio Joaquim, diretor de câmbio do Banco Paulista.

Para Guilherme da Nóbrega, economista-chefe da Guide Investimentos, a tendência da moeda americana ainda é de valorização. "O investidor também está atento ao que o Levy vai entregar em termos de ajuste fiscal. Vai dar certo ou não? Isso também influencia o câmbio. O tamanho do ajuste é grande e talvez a gente não chegue até lá", ressalta.

BOLSA - A Bolsa encerrou o mês com queda de 6,2%. Em 12 meses, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, cai 0,71%. Com isso, os fundos de ações livres, opção para o pequeno investidor que quer aplicar em Bolsa, registraram queda de 4,08% no mês, mas ainda sustentam ganho de 0,66% (após desconto de IR, de 15% na categoria).

A queda do Ibovespa no mês é reflexo da forte desvalorização das ações da Petrobras, que se encontra mergulhada em uma crise desde que foi deflagrada a operação Lava Jato, da Polícia Federal.

No mês, as ações preferenciais da Petrobras -mais negociadas- caíram 18,36%. Em 12 meses, o tombo é de 44,35%.

Já as ações ordinárias da petrolífera -com direito a voto- tiveram desvalorização de 16,16% em janeiro e de 41,06% em 12 meses.

Nesta sexta-feira (30), a agência de classificação de risco Moody's rebaixou as notas de crédito da estatal, citando preocupações com investigações sobre corrupção na estatal e possíveis impactos do atraso da divulgação do balanço auditado na saúde financeira da companhia.

E as perspectivas para a Bolsa não são nada otimistas, na avaliação de João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos. "A tendência da Bolsa é ficar pressionada no primeiro semestre. Tem muitas notícias negativas. Não vejo melhora em relação à atividade econômica do país, por exemplo", ressalta.

"Por mais que o governo tenha anunciado uma série de medidas, o mercado ainda espera resultados", complementa.

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