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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Animais de estimação também sentem a mudança de temperatura

Roupas, abrigos e mudanças na dieta são necessários

 Silva Jr. / Especial 

Thais Baratella com seus dois cãezinhos devidamente agasalhados para o frio

 

Assim como o ser humano, os animais de estimação sentem a mudança de temperatura com a chegada do inverno e tendem a ficar com baixa imunidade. Nessa época, alguns cuidados, roupas e abrigos passam a ser essenciais para evitar as doenças típicas do frio.
“Cães e gatos também sentem frio, uns mais outros menos, dependendo de suas adaptações naturais, como pelos e camada de gordura. Precisam ser aquecidos, protegidos de chuva e vento e vacinados”, ressalta a veterinária Nátalie Massaro, da Massaro Estação Animal.
Uma das primeiras mudanças na rotina deve ser a do banho. “A água morna ajuda a manter a temperatura corpórea ideal, evitando que o organismo do pet tenha que modificar suas funções basais para que ela seja atingida”, explica Nátalie. Após o banho, use um secador em temperatura morna também, para que o animalzinho não sinta frio, adoeça ou tenha uma dermatite por conta da demora em secar naturalmente.
As roupas ajudam a aquecer, mas é preciso ter sensibilidade para identificar os sinais que a reação dos pets emitem. “Tem que analisar cada animal e como ele se comporta em relação ao frio. Os que ficam mais encolhidos nesses dias se beneficiarão de acessórios de frio. Outros, no entanto, demonstram não se importar com a queda da temperatura e podem até se sentir incomodados com as roupinhas”, alerta a veterinária.
Para descobrir se seu animalzinho está aquecido vale observar se ele está buscando locais quentes e sem vento ou as extremidades (orelhas e patas) estão frias. “Essas regiões frias indicam que houve vasoconstrição periférica para manter a temperatura corpórea ideal e garantir as reações metabólicas fundamentais para a vida. Revela que o corpo está de alguma forma se modificando para manter o organismo funcionando na temperatura ambiente”, detalha Nátalie.
A dieta também deve ser alterada nessa época, já que, para manter o corpo aquecido, o pet gasta maior quantidade de energia, que provém dos alimentos. Mas somente se ele não tiver problema ou tendência à obesidade. “Para animais magros, pode aumentar a quantidade de alimento a ser oferecida em 20% a 30%”, ensina.
Abrigo
E cuidar do abrigo do seu bichinho de estimação vai garantir conforto. Mesmo aqueles acostumados a dormir direto no chão devem ter algum tipo de proteção do frio. “O ideal é deixar disponíveis camas, cobertas, tapetes e panos no chão, para aqueles que não gostam de cama. Já para os que costumam destruir panos, a solução é colocar tablados de madeira, papelão ou mesmo tapetes de borracha no chão, para isolar o frio”, explica a veterinária.
Mas nem pense em usar aquecedores. Eles ressecam o ambiente, o que também causa prejuízos aos animais.
Filhotes e idosos requerem atenção
Fique atento aos filhotes e animais idosos, pois são os que mais sofrem com a queda na temperatura. “Os filhotes ainda são imaturos em relação ao controle da temperatura corpórea. Já os animais idosos sentem mais dores, porque possuem a musculatura mais atrofiada e o corpo já não é mais tão eficiente no controle da temperatura corporal”, explica Nátalie.
Segundo ela, outro fator importante nos idosos é a alta incidência de artrose nessa faixa etária, que no frio tem dores intensificadas.
“Isso ocorre devido à contração muscular e à diminuição no fluxo sanguíneo por constrição vascular, que ocorre com à baixa temperatura”, explica.

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