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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Alimentos complementares podem ser prejudiciais aos animais de estimação


Muitas pessoas têm dúvidas sobre a necessidade de administrar suplementos alimentares em cães e gatos. Há quem, por conta própria, sem orientação especializada, ofereça aos pets um “complemento”, seja uma vitamina comprada em pet shop ou um alimento caseiro, como carne, frango, sardinha, peixe, peito de peru, entre outros, por acreditar que isso vai “fortalecer” a ração.
No entanto, é importante esclarecer que os alimentos industrializados de alta qualidade, das categorias Super Premium ou Premium Especial, são produtos já completos, com fórmula equilibrada e dispensam qualquer tipo de suplementação mineral ou de outros nutrientes.
“Os alimentos de alta qualidade são cuidadosamente formulados para oferecer exatamente os nutrientes que os cães e gatos precisam em cada fase da vida. Proteínas, aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas e minerais, tudo em níveis ideais, nem mais, nem menos. Os alimentos estão cada vez mais específicos e é possível atender a diferentes condições: no caso dos cães, há opções para raças específicas, para castrados, entre outras; no caso dos gatos, já são realidade os alimentos direcionados a castrados, gatos de pelos longos e até de raças grandes”, afirma Keila Regina de Godoy, médica veterinária da PremieR pet.
O uso de suplementos para pets que recebem alimentos de alta qualidade significa mais do que um desperdício de recursos. “É essencial evitar a suplementação não-orientada, pois ela pode acarretar na perda do equilíbrio nutricional do alimento, promovendo, por exemplo, uma dieta hipercalórica, a perda do equilíbrio necessário ao controle do pH urinário, ou o excesso prejudicial de alguns nutrientes. O excesso de minerais, por exemplo, pode levar a formação dos indesejáveis cálculos urinários nos gatos ou a deformações ósseas nos cães de raças grandes”, alerta Keila.
Um erro extremamente comum, segundo a veterinária, é a suplementação de cálcio aos filhotes de cães de raças grandes ou gigantes. “Esse tipo de suplementação promove um desbalanceamento na proporção entre o cálcio e o fósforo, o que leva a distúrbios no desenvolvimento esquelético que causam deformidades ósseas graves e irreversíveis. Se, além disso, houver superalimentação e excesso de calorias ingeridas, com certeza ocorrerão seríssimos prejuízos ao desenvolvimento do filhote”, explica.
O mesmo cuidado vale para cadelas e gatas no terço final da gestação ou que estejam amamentando. De acordo com Keila, o ideal não é o uso de suplementos e sim uma dieta balanceada, mais especificamente um alimento Super Premium na versão filhotes. “Isso porque os alimentos de alta qualidade para filhotes já são ricos em nutrientes e possuem uma maior concentração calórica, ou seja, possuem um perfil nutricional adequado para as condições fisiológicas tanto da fase de amamentação quanto da gestação”, esclarece.
Fica, portanto, o alerta: suplementos vitamínico-minerais só devem ser utilizados sob recomendação do médico veterinário e em situações muito específicas, como em algumas enfermidades. Já os petiscos e “extras” devem ter seu valor calórico calculado e somado às necessidades diárias do cão ou gato. E não devem substituir mais do que 10% do total de calorias/dia que eles devem ingerir. São agrados eventuais ou reforço positivo em atividades de treinamento e sociabilização.

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