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terça-feira, 20 de maio de 2014

Agência espacial do Japão vai instalar usina de energia solar no espaço

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) anunciou que pretende colocar uma usina de geração de energia solar em órbita até 2025.

Projeto JAXA de usina espacial de energia solar (Imagem: Reprodução/YouTube/JAXA)
A imagem mostra como a JAXA pretende emitir para a Terra a energia captada no espaço (Imagem: Reprodução/YouTube/JAXA)

O Japão tem estado em busca de soluções alternativas de energia desde o acidente nuclear na usina Fukushima Daiichi, em março de 2011. Em função disso, a JAXA resolveu literalmente mandar uma usina de produção de energia para o espaço.
A ideia não é nova, vem dos anos 60, quando a tecnologia nesse sentido ainda estava apenas em seu início de desenvolvimento. Agora, com o desenvolvimento de materiais mais leves e resistentes, robôs auto-montáveis, painéis solares mais eficientes e lançamentos mais baratos para o espaço, tudo se tornou mais próximo do executável.
O projeto da JAXA, que é digno de ficção científica, consiste em uma usina (ou satélite) na órbita da Terra, a 38 mil quilômetros de altura, com vários quilômetros de comprimento, mais de 10 mil toneladas e coberta de painéis solares armazenando energia.
A agência explicou que a estação solar será atrelada a uma “ponte” com uma base com cabos de 9 km de comprimento. A função da mesma é dar um contraponto gravitacional para manter o satélite em sincronia com a rotação da Terra, em um ponto geoestacionário fixo.
Como a rotação da Terra não permite a recepção dos raios solares o tempo inteiro, espelhos foram adicionados ao projeto para refleti-los no painel 24 horas por dia.
Entretanto, isso é apenas o início deste desafio de bilhões de dólares. Depois de lançar a estação no espaço, a mesma terá de emitir feixes de energia a um pequeno alvo na Terra, contando com uma potente transmissão sem fio, algo que os humanos têm estudado há décadas, mas ainda falta aperfeiçoar seu desenvolvimento.
O plano é converter a energia solar coletada em microondas por serem capazes de viajar longas distâncias, evitando obstáculos como tempo e detritos. As microondas de energia então serão emitidas até para um receptor na Terra, onde será convertida em eletricidade.


Projeto JAXA de usina espacial de energia solar: receptor na Terra (Imagem: Reprodução/YouTube/JAXA)
A imagem mostra um protótipo do que será a instalação receptora da energia solar emitida pela usina espacial (Imagem: Reprodução/YouTube/JAXA)

A “usina espacial” terá capacidade de gerar 1 GW de energia, o equivalente a uma usina atômica. Além disso, existe a vantagem de que a estação pode trabalhar por tempo indeterminado, desde que “máquinas e sol” continuem a existir.
A JAXA afirma que o potencial da estação é grande, uma vez que painéis solares são até 10 vezes mais eficiente no espaço. “Estamos chegando próximos de onde tudo será possível”, afirma a JAXA em seu website.

Projeto JAXA de usina espacial de energia solar: espelhos refletores (Imagem: /JAXA)
Espelhos flutuantes serão usados para refletir a luz do sol sobre os painéis solares (Imagem: JAXA)

Especialistas acreditam que a estação solar orbital da JAXA será bem sucedida e marcará o início da próxima corrida espacial no mundo. Fonte: Motherboard.

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