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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Japão abre as portas a novo medicamento da Bial para doença de Parkinson

É o segundo fármaco criado de raiz em Portugal pela Bial. O Opicapone ainda não está pronto, mas já conquistou como precioso aliado o Japão, o terceiro maior mercado farmacêutico do mundo.
A empresa farmacêutica portuguesa desenvolveu dois fármacos de raiz Nelson Garrido
O segundo produto de investigação da empresa farmacêutica portuguesa Bial deverá terminar a fase III de ensaios clínicos – a última – no início de 2014, de forma a cumprir a previsão de entrada no mercado para comercialização em 2015. A molécula, com o nome de código BIA 9-1067, foi patenteada em 2005. Actualmente, o fármaco tem o nome de Opicapone e, segundo a Bial, deverá garantir uma resposta mais eficaz no tratamento como adjuvante para a doença de Parkinson. Ainda antes de concluir o desenvolvimento do produto, a Bial já conquistou o interesse de uma farmacêutica do Japão, que vai agora começar a testar o fármaco na população japonesa e, no futuro, ficará responsável pela comercialização.
Não é a primeira vez que a Bial desenvolve um novo medicamento, mas é a primeira vez que conquista uma porta de entrada no mercado farmacêutico do Japão, o terceiro maior a nível mundial (depois dos Estados Unidos e da Europa). O primeiro fármaco desenvolvido pela empresa portuguesa – o acetato de eslicarbazepina, com o nome comercial Zebinix, para o tratamento da epilepsia – está no mercado desde finais de 2009, mas não chegou tão longe.
O Opicapone está a ser desenvolvido como terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de maior eficácia e mais usado para tratar a doença de Parkinson. O medicamento da Bial terá de enfrentar concorrência – existem outros adjuvantes no mercado –, mas a empresa acredita que esta solução terapêutica tem vantagens: será capaz de prolongar por mais tempo os efeitos da levodopa e implicará apenas uma toma única diária (ao contrário dos outros produtos que exigem mais do que uma dose diária). Estes adjuvantes são usados nos doentes de Parkinson que, com a evolução da doença, sofrem do fenómeno de wearing off, que consiste na diminuição da duração do efeito da levodopa.
A fase III de ensaio clínico deverá chegar ao fim do início do 2014, seguindo-se o registo junto das autoridades regulamentares e a posterior aprovação para introdução no mercado (no caso do Zebinix, este processo burocrático final demorou cerca de um ano). Porém, esta quinta-feira, a Bial divulgou a assinatura de um contrato de licenciamento exclusivo com a empresa japonesa Ono Pharmaceutical para o desenvolvimento e comercialização no Japão deste novo tratamento. A empresa nipónica prevê iniciar brevemente os ensaios clínicos com o Opicapone em japoneses.
Sem adiantar mais dados sobre o potencial financeiro deste acordo, a Bial sublinha apenas que o número estimado de doentes de Parkinson no Japão é de cerca de 141 mil (dados de 2011) e o mercado da doença nesse país equivale a cerca de 600 milhões de euros, representando 22% do mercado mundial.
“É um momento histórico e significativo para Bial e de grande satisfação para toda a nossa equipa. Fomos capazes de criar e desenvolver um segundo medicamento de investigação própria, confirmando as nossas capacidades científicas e técnicas e criando confiança na sustentabilidade do nosso projecto de I&D”, avalia António Portela, presidente executivo da Bial no comunicado da empresa. O responsável adianta ainda que estão em curso as negociações para encontrar “os parceiros ideais para os EUA e a Europa” neste negócio.
A Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central caracterizada por lentidão dos movimentos, tremores, rigidez muscular e alterações posturais. As manifestações clínicas iniciam-se habitualmente a partir dos 50 anos (a idade média de diagnóstico da doença situa-se por volta dos 60 anos), aumentando a incidência com a idade. A prevalência é estimada em 300 por 100.000 habitantes, aumentando de 1/100 acima dos 55-60 anos. Estima-se que existam seis milhões de pessoas com a doença de Parkinson a nível mundial. Em Portugal, as estimativas apontam para a existência de 20 mil doentes.

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