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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Seis décadas depois, Tóquio aguarda ansiosamente o retorno de Godzilla


Sessenta anos depois de Godzilla arrasar Tóquio pela primeira vez na telona, a capital japonesa espera ansiosamente a estreia da nova versão de Hollywood com reedições, ciclos e exposições em torno do monstro japonês mais famoso da sétima arte.
O "rei dos monstros" poderia ser considerado uma espécie de animal mascote não oficial na maior cidade do Japão, a que mais vezes foi vítima de sua destruição e cenário de suas batalhas com a longa série de criaturas antagonistas que apareceram ao longo de seus 28 filmes entre 1954 e 2004.
Boa prova disso é a estátua que foi colocada em 1995 no bairro de Yurakucho, o que arrasou sem piedade no primeiro de seus filmes.
Hoje em dia Godzilla, nascido no rescaldo do pesadelo nuclear japonês de Hiroshima e Nagasaki e que fica fácil associar com a tragédia que assolou o país há três anos em forma de um devastador tsunami e crise nuclear, só desperta simpatia.
O Cheepa's café, no coração do bairro de Ginza, é com sua esmagadora coleção de bonecos de conhecidos personagens do cinema, animações e séries televisivas do Japão outro dos muitos cantos de Tóquio que rendem tributo à criatura, e nestes dias acolhe em sua galeria anexa uma mostra em homenagem a seu 60° aniversário.
A exposição se centra na obra de Yuji Kaida, um dos mais conhecidos ilustradores de ficção científica no Japão, autor de infinitos retratos e reinterpretações gráficas de Godzilla, de quem inclusive elaborou simpáticas versões infantis.
Além de telas nas quais o monstro combate o também monstruoso Anguirus e as reproduções que Kaida realizou de fotogramas do filme original de 1954, a galeria exibe desde bonecos e camisetas até verdadeiras raridades de colecionadores.
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"Embora o último filme tenha sido produzido nos Estados Unidos, os fãs do Japão estão muito interessados e esperam o novo Godzilla, porque na realidade é um personagem universal. Eu também quero vê-lo", confessou à Agência Efe o diretor de marketing do estabelecimento, Minoru Ohmichi.
Paradoxalmente, o Japão, onde a pirataria é um fenômeno pequeno, será o último país onde o novo "Godzilla" estreará - chegará em 25 de julho, mais de dois meses depois do resto do mundo - o que parece ter aumentado ainda mais a ansiedade dos "admiradores" do monstro.
Os que vivem em Tóquio fizeram intermináveis filas neste ano para pegar séries limitadas de cartazes, reedições que a produtora Toho, criadora do fenômeno, lançou em Blu-Ray e entradas para a retrospectiva que as salas Jimbocho organizaram para celebrar o 60° aniversário.
Além disso, em maio chegará aos cinemas japoneses a versão completamente restaurada do filme original dirigido em 1954 por Ishiro Honda.
Aquele que o verá pela primeira vez pode chegar a pensar que efetivamente Godzilla arrasou boa parte de Tóquio, pois quase nada do que se vê no filme é reconhecível em uma cidade em perpétua transformação e que a partir dos anos 70 começou a "emparedar" muitos bairros por conta de arranha-céus.
Por isso que o lagarto, que originalmente media 50 metros (era um pouco mais alto do que a cúpula do parlamento em Tóquio) se esticou década a década até alcançar cem metros nos últimos filmes.
Apesar do pouco revelado até o momento sobre o novo filme dirigido por Gareth Edwards, se sabe que o novo Godzilla terá entre 120 e 150 metros de altura.
Também se sabe que o desenho do animal e o argumento voltarão a ser usados da abordagem original desta obscura fábula enraizada na desolação da guerra e nos perigos da ciência e na luta pelo domínio da natureza.

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