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quinta-feira, 21 de março de 2013

Rato quase provoca tragédia nuclear no Japão, dizem diretores de usina

O rato entrou no gerador de energia da Usina de Fukushima e provocou um curto circuito. O material nuclear aqueceu equase provocou um acidente.

 

Os diretores da Usina de Fukushima, no Japão, divulgaram por que o sistema de refrigeração da usina parou esta semana. O culpado foi um rato. O Japão levou um susto por causa de um roedor.
Esta semana o sistema de resfriamento da usina atômica de Fukushima parou de funcionar. Isso é grave porque pode provocar o aquecimento do material nuclear e um novo vazamento de radiação, como ocorreu quando três reatores da usina explodiram há dois anos por causa do tsunami.
O rato entrou no gerador de energia e provocou um curto circuito. O material nuclear aqueceu um pouco, mas não a ponto de provocar um novo acidente.
tópicos:
  • Rato pode ter provocado apagão na usina nuclear de Fukushima

     

    Rato de 15 cm teria causado um curto-circuito.
    Apagão paralisou a refrigeração das piscinas de combustível.

     

    Um rato foi apontado nesta quinta-feira (21) como a provável causa da grave interrupção do fornecimento de energia à central nuclear de Fukushima, no Japão, que entre a noite de segunda-feira (18) e a manhã de quarta (20) paralisou parte do sistema de refrigeração do complexo.
    Rato foi encontrado dentro das instalações de Fukushima; animal pode ter causado apagão.  (Foto: Tokyo Electric Power Co. / AP Photo)Rato foi encontrado dentro das instalações de Fukushima; animal pode ter causado apagão. (Foto: Tokyo Electric Power Co. / AP Photo)
    "Confirmamos a presença de um pequeno animal", disse um porta-voz da companhia Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a usinal atômica, ao apresentar uma foto de um rato, de cerca de 15 cm, que teria provocado um curto-circuito.
    O apagão começou na noite de segunda-feira, paralisando os sistemas de refrigeração das piscinas de armazenamento de combustível usado da central nuclear.
    Durante a interrupção do fornecimento de energia, a temperatura da piscina central, que contém mais de 6 mil barras de combustível usado, subiu a 31,8 graus, mas se manteve distante do limite de segurança de 65 graus.
    Sem a adequada refrigeração, a água na piscina se aquece em contato com o combustível nuclear e diante de um calor muito intenso, ocorre a evaporação e a consequente contaminação do ar.
    O incidente não afetou a injeção de água nos reatores 1 e 3 da central, cujo combustível se fundiu após o acidente de 2011, quando um tsunami inundou Fukushima Daiichi (220 km a nordeste de Tóquio) e levou à suspensão da refrigeração dos reatores e das respectivas piscinas de armazenamento, provocando fuga de material radioativo.
    O acidente nuclear de Fukushima foi o pior desastre atômico desde a crise na central ucraniana de Chernobil (Ucrânia), em 1986.
    O tsunami gigante de março de 2011 provocou a suspensão do fornecimento de energia e a paralisação dos sistemas de refrigeração da usina atômica, onde importantes quantidades de radiação se disseminaram no meio ambiente.
    A fase crítica do acidente foi considerada superada em dezembro de 2011, mas os trabalhos de proteção da área não avançam pelos altos níveis de radioatividade.

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