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sábado, 26 de dezembro de 2015

Os segredos de Jesus: teorias conspirativas e dois copinhos de catequese!!!!Parte 5.



Após terem feito desfilar argumentos pró e contra a autenticidade do Sudário, Gibson & McKinley acabam, mais uma vez, por virar-se para Frei James Martin (que parece ser a figura tutelar deste livro), que afirma: “O meu instinto diz-me que ela é real”. Tanta pesquisa histórica e tanto teste científico para se entregar o veredicto final ao “instinto” de um padre jesuíta autor de bestsellers sobre espiritualidade cristã como My life with the saints e How can I find God?.
Procurar Jesus acaba por fazer lembrar a cena de O Pai Tirano em que a personagem (alcoólica) de Teresa Gomes pede, sucessivamente, uns pastéis de camarão, uns croquetes de vitela e uns pastéis de Belém e acaba sempre por contentar-se com “dois copinhos de vinho branco” –também Gibson & McKinley se propõem, capítulo após capítulo, oferecer factos históricos reveladores sobre Jesus, mas em vez disso servem-nos dois copinhos de catequese.

Relatos bíblicos e factos históricos

Enquanto Gibson & McKinley se limitam a reconhecer que os evangelhos canónicos se contradizem “em certos pormenores” – o que não é verdade: contradizem-se muitas vezes e em factos fulcrais – mas aceitam genericamente a sua veracidade histórica, Jacobovici & Wilson estão em manifesta oposição aos “fanfarrões teológicos [que] tratam os escritos canónicos como se fossem as obras originais e indiscutíveis”, classificando “os textos com que não concordam como sendo tardios e, por consequência, heréticos ou inexactos”. Pelo contrário, defendem Jacobovici & Wilson, os evangelhos gnósticos são mais antigos e próximos da verdade histórica do que os canónicos.
“Todos os movimentos com origem em Jerusalém – gnósticos, ebionitas e nazarenos – discordavam da versão de Paulo da mensagem de Jesus”, mas a destruição de Jerusalém pelos romanos, em 70 d.C., e a devastação da Judeia eliminaram os principais rivais do cristianismo paulino, que entretanto expandira a sua influência pela Ásia Menor e regiões limítrofes.
Paulo pregando em Atenas. Rafael, 1515
Paulo pregando em Atenas. Rafael, 1515
E como Jacobovici & Wilson fazem questão de lembrar (por duas vezes),os conteúdos do Novo Testamento não são incontestáveis: foram o resultado de um processo de triagem ocorrido no século IV d.C., por iniciativa do arcebispo Atanásio de Alexandria, que, após ter feito uma selecção entre as centenas de textos então em circulação, a submeteu, no ano de 367, à consideração dos “conventos e igrejas sob a sua supervisão”. A Carta Pascal de Atanásio recebeu o assentimento das autoridades religiosas consultadas, embora o cânone só ficasse definitivamente fixado nos concílios de Hippo Regius (Hipona), em 393, e de Cartago, em 397. Este conjunto final de textos “reflecte a ideologia do partido vencedor, o grupo paleocristão favorecido pelo imperador Constantino. Não é, de modo algum, um conjunto imparcial de textos e certamente não reflecte a gama de posições paleocristãs”.
Mas mesmo o trabalho de triagem, edição e censura levado a cabo pela corrente paulina triunfante não conseguiu impedir que os textos canónicos estejam infestados de incongruências, o que faz com que deles emerja um Jesus que, ao mesmo tempo que adverte “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada” (Mateus 10:34), preconiza “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra’ (Mateus 5:39)”, e um Jesus que deixou os judeus assarapantados com palavras e actos contrários às leis e preceitos judaicos mas também afirmou “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17).
Jesus em pregação: O Sermão da Montanha, de Carl Heinrich Bloch, 1877
Uma explicação possível para as incongruências do Jesus histórico é que a narrativa (canónica ou apócrifa) da sua vida poderá resultar da amalgamação de elementos provenientes da vida, ditos e ensinamentos dos muitos pregadores, líderes de bandos insurrectos, aspirantes a Messias e “loucos de Deus” em que aquela região do globo sempre foi fértil. Admitindo que Jesus existiu (e a maioria dos especialistas estão de acordo neste ponto) e que alguns factos a ele referentes descritos nos evangelhos são verdadeiros,como poderá apurar-se, dada a natureza tardia, fragmentária e pouco fiável dos textos quais os factos que dizem respeito à sua vida, quais os que foram pedidos emprestados às vidas de outros pregadores e quais foram inventados ou distorcidos para lá da possibilidade de reconhecimento?
Por outro lado, muitas das incongruências e ambiguidades dos evangelhos canónicos podem ser atribuídas ao facto de estes não serem obra de um autor único nem sequer de um compilador único. Trata-se de uma massa heteróclita de textos produzidos por diversos autores em alturas diversas e em diversas línguas, que foi sujeita, também por diversas mãos e em diferentes ocasiões, a cortes, acrescentos e emendas, bem como a cópias defeituosas e traduções imprecisas. Houve quem se apercebesse de que as incongruências e ambiguidades retiravam credibilidade ao texto e tentasse remediá-las mediante interpolações – porém, por falta de visão global do interpolador ou porque a massa de textos é irremediavelmente caótica, algumas interpolações acabaram por abrir mais brechas do que as que fecharam.
As sucessivas inferências e especulações que os modernos estudiosos foram tecendo em torno dos textos bíblicos e paleocristãos não ajudaram a desfazer a confusão. A maioria destes estudiosos faz as suas deduções e julgamentos presumindo que os autores dos alvores da Cristandade tinham o escrúpulo e rigor dos historiadores modernos e as preocupações de coerência, consequência, plausibilidade e integridade estrutural dos romancistas modernos. Mas muitos episódios bíblicos podem parecer prenhes de significados ocultos e dar azo a interpretações mirabolantes apenas porque talvez digam respeito a um contexto histórico e social do qual só fazemos uma pálida e deformada ideia ou porque os padrões narrativos dos seus autores nada têm a ver com os que hoje regem textos de ficção e relatos factuais, ou simplesmente porque foram truncados, retirados de contexto ou interpolados nalguma fase da formação do cânone.
Um dos primeiros exemplos conhecidos de arte cristã Jesus cura uma mulher. Roma, Catacumbas de Marcelino e Pedro, século IV
Um dos primeiros exemplos conhecidos de arte cristã: Jesus cura uma mulher. Roma, Catacumbas de Marcelino e Pedro, século IV

As agendas ocultas

Mas havia uma razão ainda mais forte para os autores dos textos bíblicos e paleocristãos não terem um compromisso com o rigor e a objectividade: cada um tinha a sua “agenda”. No mundo turbulento, contraditório e quezilento dos primeiros tempos da Cristandade, quando ainda não estava definido o caminho pelo qual esta iria enveredar e as lendas e rumores ainda não tinham cristalizado em cânones e dogmas, várias correntes doutrinais se entrechocaram e disputaram a supremacia – o que passava por moldar os textos sagrados de forma a servir e promover as suas convicções e interesses e a desacreditar as correntes rivais.
Tais textos deverão ser lidos não como relatos objectivos da realidade mas como propaganda religiosa. Tomá-los como documentos factuais é muito mais ingénuo do que crer que um prospecto em que o partido político do Governo cessante faz um balanço do seu mandato constitui um retrato fiel do país.
A esta distorção da realidade ocorrida nos primeiros tempos da Cristandade e cimentada durante os séculos seguintes, soma-se a que é hoje produzida por quem ganha a vida a especular, dissertar, escrever e perorar sobre o Jesus histórico – professores de estudos bíblicos, arqueólogos, mestres em história das religiões, paleógrafos, exegetas bíblicos, teólogos, caçadores de tesouros…
Os modernos especialistas em Jesus estão permanentemente condicionados pelo facto de o seu ganha-pão e o seu prestígio necessitarem de ser alimentados por um ininterrupto caudal de revelações sensacionais.
Para lá das crenças que possam perfilhar, os modernos especialistas em Jesus estão permanentemente condicionados pelo facto de o seu ganha-pão e o seu prestígio necessitarem de ser alimentados por um ininterrupto caudal de revelações sensacionais e interpretações inauditas. Uma vez que é a sua carreira e a sua subsistência que estão em jogo, estes eruditos são capazes de erguer teorias elaboradas a partir de uma lista de lavandaria em aramaico e de escrever 300 páginas sobre meia dúzia de versículos de um evangelho.

Uma indústria colossal assente sobre o vazio

Uma busca por “historical Jesus” na Amazon.com produz 48.414 resultados na categoria “livros”, 10.467 se restringirmos a busca a livros sobre “história da Cristandade”. Mesmo admitindo que metade dos resultados são equívocos, ainda sobram títulos suficientes para encher uma biblioteca pública.
Nesta imensa massa há de tudo: Jesus on trial: A lawyer affirms the truth of the Gospel (2015), do experiente causídico David Limbaugh, analisa a veracidade do Jesus histórico como se fosse um caso de tribunal. The misunderstood Jew: The church and the scandal of the Jewish Jesus (2007), de Amy-Jill Levine argumenta que as aparentes incongruências nas palavras de Jesus se evaporam quando se considera que ele era um judeu dirigindo-se a judeus. Bill O’Reilly, que em livros anteriores escrutinara os assassinatos de Lincoln e Kennedy, faz o mesmo com Jesus em Killing Jesus (2013). O frenesim editorial é tal que é inevitável que as ideias para títulos se esgotem, pelo que também em 2013 saiu outro Killing Jesus, de Stephen Mansfield, cujo blurbpromete “Tortura. Infanticídio. Brutalidade. Homicídio” e retrata Jesus como uma vítima de uma “rede criminosa”, em tom dethriller de aeroporto (“Estava a ser perseguido por algum tipo de predador. A princípio, não tinha nome nem rosto, mas sentia que ele andava por ali […] Agora era capaz de ver os traços do predador nos rostos que via na multidão”).
Jesus rodeado de predadores. Hieronymus Bosch (ou um seu discípulo), c.1510-35
Jesus rodeado de predadores. Hieronymus Bosch (ou um seu discípulo), c.1510-35
O “surpreendente e controverso” The Jesus dinasty: The hidden history of Jesus, his royal family and the birth of Christianity (2006), de James Tabor, dá a ver Jesus e o primo João Baptista como herdeiros de linhagens reais judaicas (se não tivessem sido ambos executados, teria a Cristandade começado como monarquia bicéfala?). The madness of King Jesus: The real reasons for his execution, de Justin G. Meggitt (que só será lançado em Abril de 2016), defende, com base em literatura médica, que os romanos viram em Jesus não um perigoso revolucionário mas um pobre lunático e que a sua execução nada teve a ver com motivos políticos ou religiosos: foi uma medida de salubridade pública.
E a quem pareça espantoso que Jeffrey R. Bütz tenha conseguido encher as 240 páginas de The brother of Jesus and the lost teachings of Christianity (2005), com Tiago, alegado irmão de Jesus, cuja presença nos evangelhos equivale a um pequeno borrão indistinto,experimente-se fazer a busca por “James brother of Jesus” e ser-lhe-ão devolvidos 7.575 títulos (“apenas” 576 se se circunscrever a busca a “história da Cristandade”). Sobre “Mary Magdalene” há 1881 livros, 81 se se circunscrever a busca a “história da Cristandade”. E não se pense que estes livros são edições de autor, de pequena tiragem, destinadas a um pequeno círculo de iniciados: muitos deles estão entre os livros mais vendidos e comentados da Amazon.
A impressão que resulta deste fervilhar em torno do Jesus histórico é que ele anda realmente a ser “perseguido por algum tipo de predador”: são os especialistas em Jesus.

O que sobra de Jesus

É frequente ouvir agnósticos e ateus, querendo dar ideia da sua tolerância e abertura de espírito, dizer: “Não sou crente, mas tenho grande admiração por Jesus”. É uma afirmação paradoxal, já que, fora da crença cristã, Jesus quase não tem existência e os elementos factuais sobre ele são demasiado escassos e vagos para fundamentar adesão ou rejeição. Como aponta o historiador Donald Akenson, “os historiadores que tentam reconstruir uma biografia do homem para lá dos singelos factos de que existiu e foi crucificado, não têm seguido práticas historiográficas idóneas”.
É preciso considerar que o nosso conhecimento dos actos e palavras de reis e imperadores do tempo de Jesus, ou até dos que viveram há seis ou sete séculos, é muito lacunar e pouco fidedigno. Se o labor dos historiadores se revelou incapaz de resgatar ao passado uma só frase dita ou escrita por Alexandre ou Cleópatra, como poderemos acreditar que ficaram registadas, fiel e detalhadamente, todas as palavras (de belo efeito, reconheça-se) proferidas durante o julgamento de Jesus por Pilatos, ou o que Jesus terá dito aos “escribas e fariseus vindos de Jerusalém” que admoestaram os seus discípulos por não lavarem as mãos antes de comer?
Cristo perante Pilatos. Mihály Munkácsy, 1881
Cristo perante Pilatos. Mihály Munkácsy, 1881
Jesus foi, para os seus contemporâneos, figura demasiado insignificante para ser mencionado em documento algum e não chegou aos nossos dias algo escrito por ele (se é que sabia escrever) ou por aqueles que o conheceram. A única fonte “histórica” invocada para dar consistência à sua figura são as Antiguidades judaicas, do historiador judeu (romanizado) Flávio Josefo, mas, tendo estas sido escritas em 93-94 d.C., a sua autoridade quanto ao “Jesus histórico” não é maior do que a dos evangelhos. Procurar demonstrar que o Jesus histórico corresponde aproximadamente ao Jesus bíblico recorrendo à Bíblia equivale à proeza do Barão de Münchhausen, que, caindo num atoleiro, consegue içar-se para fora dele puxando pelo seu próprio cabelo.
Não existindo quaisquer fontes primárias e resultando todo o conhecimento sobre Jesus de documentos de propaganda religiosa, escritos muito depois da sua morte (sejam eles “canónicos” ou “apócrifos”), o Jesus histórico está condenado a ser conhecido “por espelho, em enigma” (citando Paulo de Tarso), e não “face a face”. É, afinal de contas, uma personagem tão insubstancial como Homero ou o rei Artur.
A meio de Procurar Jesus, Gibson & McKinley concluem, num momento de inesperada lucidez, que “em cada procura que se faça do Jesus histórico, do Jesus ‘genuíno’, […] acabamos por nos deparar com o nosso próprio reflexo, com um Messias que, convenientemente, partilha das nossas preocupações e que papagueia as nossas opiniões e soluções preferidas”. É pena que não tirem daqui as inevitáveis consequências e insistam em impingir-nos as suas fantasias e projecções como História.

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