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G Suite




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sábado, 26 de dezembro de 2015

Os segredos de Jesus: teorias conspirativas e dois copinhos de catequese!!!! Parte 3.



Entre os seus documentários que causaram mais polémica estão The Exodus decoded (2006, em parceria com James Cameron), que tenta provar que o êxodo dos israelitas do Egipto foi um facto real que teve lugar em 1500 a.C. e The lost tomb of Jesus (2007, também com Cameron), que se debruça sobre o (alegado) túmulo da família de Jesus descoberto em Talpiot, nos arredores de Jerusalém. O apetite de Jacobovici não se confina ao mundo bíblico e a sua produtora também gerou um documentário, Finding Atlantis (2010), que coloca a lendária Atlântida no sul de Espanha, mais precisamente na foz do Guadalquivir.
Fica-se com a impressão de que, se no tempo de Jesus já existissem a Goldman Sachs ou o Fundo Monetário Internacional ou o Clube de Bilderberg, Jacobovici seria capaz de articulá-los, de forma congruente, com a história de Jesus e Maria Madalena. O envolvimento de Jesus com o Grande Capital nem sequer seria uma ideia completamente nova, já que em Live from Golgotha (1992, publicado em Portugal como Em directo do Calvário), uma fantasiacamp de de Gore Vidal, que aspira mais a ser um romance histérico do que um romance histórico, se sugere (pela boca de São Timóteo) que a razão para os romanos crucificarem Jesus foi este ter tomado conta do Templo e imposto taxas de juro baixas, o que até não desagradava a Pilatos, mas contrariava a política monetária do Banco Central de Roma.
A edição portuguesa de A vida privada de Jesus, que surge em simultâneo com a primeira edição americana, merece duas notas: a capa afirma que o livro se baseia “em documentos inéditos”, mas o manuscrito de José e Assenate analisado por Jacobovici & Wilson é conhecido desde 1847, data em que foi adquirido pela Biblioteca Britânica, e cuja tradução está integralmente disponível na internet, num website dedicado à sua análise e discussão e que existe desde 1999. O que é inédito não é o manuscrito nem o seu conteúdo, é a interpretação que Jacobovici & Wilson dele fazem.
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O livro custa 18,90 euros
Num livro que se debruça sobre documentos truncados, por censura, auto-censura, acidente, incúria ou desgaste do tempo, é uma amarga ironia verificar que a edição portuguesa suprimiu as 14 páginas do índice remissivo da edição original, uma mutilação indesculpável num livro desta natureza e extensão (470 páginas). Desgraçadamente, é uma omissão que também afecta Procurar Jesus.

Uma cornucópia de relíquias

Procurar Jesus: Seis relíquias que revelam a verdade sobre a vida de Jesus e os caminhos da fé (Finding Jesus: Six relics that tell the remarkable true story of the gospels, 2015), de David Gibson & Michael McKinley, publicado em Portugal pela Vogais e que é o livro associado á série homónima da CNN, pretende, através da análise de descobertas arqueológicas recentes, lançar nova luz sobre Jesus e os primórdios do cristianismo.
Além da “incontornável” Maria Madalena (muito popular num tempo em que mesmo entre os crentes há quem admita que o cristianismo foi dominado por uma visão patriarcal e misógina), o livro contempla o relicário de mármore contendo, supostamente, os ossos de S. João Baptista, descoberto em 2010 numa igreja na minúscula ilha búlgara de Sveti Ivan (São João, em búlgaro), no Mar Negro; o ossário de Tiago “filho de José, irmão de Jesus”, revelado ao mundo em 2002; o Evangelho de Judas, apresentado com estrondo em 2006, que altera radicalmente o papel daquele que é tradicionalmente visto como uma figura odiosa; os fragmentos da cruz em que Jesus foi crucificado; e aquela que é a mais célebre e enigmática das relíquias associadas a Jesus: o Sudário de Turim.
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O livro custa 15,29 euros
Porém, apesar do que o subtítulo promete, as relíquias que aqui desfilam pouco ou nada adiantam sobre o conhecimento do Jesus histórico ou das figuras que lhe terão sido próximas e nem sequer se apresentam argumentos convincentes quanto à autenticidade destas novas descobertas.

Demasiadas cabeças

Os ossos de Sveti Ivan não têm mais nada que os associe a S. João Baptista (para lá do nome da ilha) senão o de datarem do século I d.C. e de poderem pertencer a um homem do Médio Oriente – um perfil onde encaixam milhões de ossos. Mas é verdade que Gibson & McKinley são fáceis de convencer: para eles “o facto de João aparecer [nos evangelhos de] São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João é um registo coerente que sustenta as afirmações de que ele foi uma figura real”. Não lhes ocorre que essa simultaneidade de ocorrências pode simplesmente resultar de – como está provado – os evangelhos terem sido parcialmente decalcados entre si, com Marcos, o mais antigo (c. 65-73 d.C.), a fornecer a base para Mateus (c. 70-100), Lucas (c. 80-100) e João (c. 90-110), apesar de este último divergir em vários aspectos dos outros três (que por serem coincidentes em muito do que é essencial são conhecidos como “sinópticos”).
Mas mesmo que houvesse provas mais convincentes que vinculassem os ossos de Sveti Ivan a S. João Baptista, de que serviria isso? Afinal, o mundo está já muito bem servido de relíquias ligadas a Baptista: existem pelo menos quatro cabeças – na Mesquita Omíada de Damasco, na igreja San Silvestro in Capite, em Roma, no Residenz Museum de Munique e na catedral de Amiens – e três mãos direitas – no mosteiro ortodoxo de Cetinje, no Montenegro, no Palácio Topkapi, em Istambul, e no Skete Prodromos (Mosteiro do Precursor) no Monte Atos, na Grécia. stock de mãos esquerdas é mais modesto – só há uma, na Igreja Apostólica Arménia de S. João, em Chinsurah, na Índia – mas há quem reclame a possessão de outras partes de S. João Baptista, em Halifax (Yorkshire), no Egipto e no Nagorno Karabakh. Perante esta abundância de relíquias de S. João Baptista – sobre as quais o livro de Gibson & McKinley nada diz – é difícil perceber o que adiantariam mais uns ossos.
Uma das duas versões de Caravaggio para Salomé com a cabeça de S. João Baptista. Esta é a versão de c. 1607 que está na National Gallery de Londres, a outra está em Madrid
Uma das duas versões de Caravaggio para Salomé com a cabeça de S. João Baptista. Esta é a versão de c. 1607 que está na National Gallery de Londres, a outra está em Madrid
O capítulo conclui comparando S. João Baptista a Mahatma Gandhi, Martin Luther King e a quem sofre hoje nos territórios onde ele viveu e sugere que “pode ser o santo perfeito para os nossos dias”. Ou seja, os autores não acrescentam nada ao muito pouco que se sabe da figura histórica de S. João Baptista, mas consideram que, mesmo que não se faça ideia de quem foi, é um bom role model. Isto não é história nem ciência, mas sim proselitismo e da variante mais primária.

Filho de José, irmão de Jesus

O ossário, que é propriedade do antiquário israelita Oded Golan, parece ser do século I d.C., mas não há a mesma certeza quanto à inscrição “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” gravada num dos lados – a ponto de o Estado de Israel ter, em 2004, acusado formalmente Golan de falsificação. O julgamento, que envolveu testemunhos contraditórios de vários peritos, arrastou-se até 2012 e resultou na ilibação do antiquário, embora a sentença deixe claro que tal “não significa que a inscrição no ossário seja autêntica ou que tenha sido feita há 2.000 anos”.
O ossário de Tiago
O ossário de Tiago
A discussão em torno da autenticidade da inscrição é inconclusiva, mas há trechos deste capítulo que são, involuntariamente, reveladores do nível de delírio em que vivem os arqueólogos bíblicos e os estudiosos do paleocristianismo. Frei James Martin, autor de Jesus: A pilgrimage(editado em Portugal pela Paulinas Editora como Jesus: Um encontro passo a passo) afirma: “O relacionamento entre Tiago e Jesus é muito complexo”. Há menções, pontuais e muito vagas, a Tiagos na Bíblia mas (tal como acontece com as Marias) não é claro se são a mesma pessoa ou várias, pouco ou nada é adiantado sobre elas e a sua relação com Jesus e é discutível se “irmão” deve ser interpretado em sentido literal ou figurado, pelo que a “complexidade” do relacionamento de que fala Martin é uma pura criação de sucessivas gerações de gente que passa a vida com o nariz mergulhado em papéis velhos.
Mas é assim que opera a mente dos bíblicos: Sherlock Holmes se nas Escrituras se afirma, sabe-se lá com que veracidade, que José é carpinteiro, logo presumem que se dedicaria “provavelmente à reparação das cabanas de argila, de lintéis e de mesas, no quadro da economia de subsistência que caracterizava Nazaré e numa actividade que devia ser complementada por diversos projectos de construção na guarnição romana de Seforis” (Gibson & McKinley). Parece estar excluída a hipótese de ter sido fornecedor do IKEA…
José e Jesus na oficina de carpintaria, por Georges de La Tour, c. 1640

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