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sábado, 26 de dezembro de 2015

Os segredos de Jesus: teorias conspirativas e dois copinhos de catequese!!!! Parte 4.



Quando a “investigação” envereda por este tipo de especulações, mais vale abraçar a ficção e em particular A última tentação de Cristo (1955), de Nikos Kazantzakis, e o filme dele adaptado, que mostra que a principal actividade da carpintaria José & Filhos, da Nazaré, era produzir cruzes para os romanos crucificarem judeus.
Mas nada detém Gibson & McKinley: após tecerem estas considerações sobre a actividade profissional de José, não hesitam em afirmar que “Maria era uma típica dona de casa judaica que se ocupava da sua devota família judaica com, pelo menos, sete filhos” ou que “quando Jesus deu início ao seu ministério, por volta de 27 d.C., deve ter causado alguma turbulência em casa”. A estes Sherlocks bíblicos basta uma pegada para deduzir o tipo de cabelo de quem a deixou e a marca de champô que usa.

Maria Madalena: prostituta ou esposa?

Muita da especulação fervilhante em torno de Maria Madalena resulta de os evangelhos estarem cheios de Marias (o que nada tem de invulgar, já que Maria e Salomé representavam, na Judeia do tempo de Jesus, cerca de metade de todas as ocorrências onomásticas femininas) e de dificilmente se perceber onde começa uma Maria e acaba outra, fundindo-se a prostituta arrependida que se oferece para lavar os pés de Jesus com perfume, com a Maria irmã de Lázaro, com a mulher da qual Jesus expulsou sete demónios. A confusão agravou-se ao longo dos tempos, graças à intervenção de comentadores bíblicos e até do papa Gregório I, e só em 1969 o Vaticano tentou (sem grande sucesso) uma separação parcial das várias Marias.
A conversão de Maria Madalena. Paolo Veronese, c. 1548
A conversão de Maria Madalena. Paolo Veronese, c. 1548
Gibson & McKinley têm mais um momento de estultícia quando escrevem “o que é notável é o que esta mulher foi obrigada a suportar, atendendo ao pouco que o Novo Testamento diz na realidade sobre ela”. Ora, é precisamente por o Novo Testamento dizer tão pouco e de forma tão confusa e ambígua que se multiplicaram as diferentes interpretações da natureza e papel de Maria Madalena e fermentaram especulações tão extravagantes como as de Jacobovici & Wilson.
Mais uma vez, Gibson & McKinley terminam um capítulo absolutamente inconclusivo no que diz respeito ao apuramento de factos históricos, com fé e catequese, exaltando “a mulher que apoiou a Igreja nos primeiros dias com os próprios recursos e deu notícia da Ressurreição como Apóstola dos Apóstolos. Sem ser a prostituta arrependida ou a Sr.ª Jesus, a Maria Madalena vale por si própria”.

Falso como Judas

Os fragmentos pertencentes a 13 folhas de papiro, são o que resta do Evangelho de Judas, que terá tido originalmente 31 páginas. Estão escritas em copta e parecem datar do século IV, embora o texto, associado aos círculos gnósticos, possa remontar ao século II. Quando foi revelado ao mundo, em 2006, disse-se que poderia “desfazer algumas das interpretações, e mesmo alicerces, da fé em todo o mundo cristão”. E, com efeito, a narrativa que veicula, vai ao arrepio do que é comummente aceite: Judas só aparentemente traiu Jesus – na verdade foi seu cúmplice na encenação da sua própria execução, revelando-se como o mais dedicado dos discípulos.
Gibson & McKinley em vez de enquadrarem o Evangelho de Judas nesta multitude de evangelhos alternativos e escritos apócrifos, preferem fingir que o Evangelho de Judas é um documento excepcional.
Não se percebe a razão para tanto alarido em torno do Evangelho de Judas: há muito que se conhecem vários evangelhos não-canónicos, datados dos primórdios do cristianismo, muitos deles de proveniência gnóstica: há evangelhos de Filipe, Maria, Pedro e Tomás, evangelhos da infância de Tiago e de Tomás, evangelhos dos ebionitas, dos hebreus e dos nazarenos, evangelhos de Apelles, de Bardesanes, de Basilides, de Mani, de Marcião, um Evangelho Secreto de S. Marcos e um Evangelho da Verdade, bem como resmas de outros textos apócrifos, que parasitam, extrapolam, distorcem ou contradizem os textos canónicos e oferecem visões da vida de Jesus que a maioria dos cristãos mainstream consideraria perturbadoras, malévolas ou obscenas – e no entanto, não foram capazes de abalar os alicerces da fé.
[Qual o papel de Judas]
Gibson & McKinley em vez de enquadrarem o Evangelho de Judas nesta multitude de evangelhos alternativos e escritos apócrifos, preferem fingir que o Evangelho de Judas é um documento excepcional. De qualquer modo, acabam, inadvertidamente, por esvaziar o capítulo ao citar James M. Robinson, um especialista nos evangelhos gnósticos de Nag Hammadi, que afirma que o Evangelho de Judas “nada nos diz sobre o Jesus histórico nem sobre o Judas histórico […], só nos diz aquilo que os gnósticos terão feito, cem anos mais tarde, à história que encontraram nos Evangelhos canónicos”. É uma consideração muito sensata e que poderia ser estendida a todos os textos bíblicos e paleocristãos.
Fantasia por fantasia, mais vale ficar com os grandes escritores – neste caso, Jorge Luís Borges e o conto “Três versões de Judas”, incluído na obra-prima Ficções (1944). Borges, cuja fabulosa erudição o colocara em contacto com os textos do paleocristianismo e as muitas elucubrações que suscitaram, inventa o erudito sueco Niels Runeberg, autor de Kristus och Judas (1904), para se lançar em acrobáticas hipóteses sobre a verdadeira natureza de Judas, a terceira das quais vai ao ponto de propor que “Deus fez-se totalmente homem, porém homem até à infâmia, homem até à reprovação e o abismo. Para nos salvar, podia escolher qualquer dos destinos que urdem a perplexa rede da história; podia ser Alexandre ou Pitágoras ou Rurik ou Jesus; escolheu um ínfimo destino: foi Judas”.
No já mencionado romance Live from Golgotha, Gore Vidal tem uma alternativa ainda mais provocatória: quando, em Getsêmani, Jesus é entregue por Judas aos soldados romanos, Jesus, com tremenda lábia e presença de espírito, consegue persuadir estes de que Judas é que é o verdadeiro Messias e é Judas que acaba por ser crucificado.

Uma floresta de equívocos

Empregando a sua táctica habitual, Gibson & McKinley abrem o capítulo com uma novidade estrondosa: a descoberta em 2013, no norte da Turquia, de um cofre de pedra que conteria, alegadamente, um fragmento da cruz em que Jesus fora crucificado. Porém, atendendo a que o mundo cristão possui um apreciável número de (supostos) fragmentos da Verdadeira Cruz, que significado teria esta descoberta, mesmo que os seus autores não tivessem entretanto retirado as suas sensacionais alegações e se tivessem remetido a um embaraçoso silêncio?
O capítulo acaba por revelar-se completamente inconclusivo do ponto de vista histórico e os autores nem sequer fazem a pergunta que se impõe: porque razão ainda ninguém se deu ao trabalho de comparar alguns fragmentos e apurar se ao menos são do mesmo tipo de madeira, e, caso sejam, se têm cerca de 2000 anos de idade?
O achamento da Vera Cruz em Jerusalém pela imperatriz Helena, mãe de Constantino. Agnolo Gadi, 1380
O achamento da Vera Cruz em Jerusalém pela imperatriz Helena, mãe de Constantino. Agnolo Gadi, 1380
Na falta de factos credíveis ou de investigações conclusivas, terminam, novamente, em tom de catequista, citando frei James Martin: “Quando Jesus nos diz nos Evangelhos que devemos tomar a nossa cruz, é para que aceitemos o facto de que o sofrimento faz parte da vida de toda a gente”.

O lençol misterioso

É intrigante a atitude dúbia da Igreja Católica perante o Sudário de Turim: evita pronunciar-se sobre a sua autenticidade, mas promove o seu culto. Em 2013, o Papa Francisco, embora tenha prosseguido a política de rodear a questão da autenticidade, proclamou que “a única e suprema Palavra de Deus vem até nós” através do sudário. O que leva Gibson & McKinley a concluir que o Sudário “possui um poder real, independentemente de ser, ou não, o lençol em que Jesus fora enterrado” – o que não só é uma tautologia como é um argumento absurdo num livro que pretende dar um contributo sério para a demanda do Jesus histórico.
De todas as relíquias ligadas a Jesus e aos primeiros tempos da Cristandade, esta é a mais enigmática e fascinante e também aquela que foi mais escrutinada e sujeita a testes científicos. Todos os testes e teorias se têm mostrado inconclusivos e algumas revelações sensacionais acabaram por revelar-se sem fundamento. Tome-se o caso de Barbara Frale, paleógrafa dos Arquivos Secretos do Vaticano, que em 2009 anunciou ter descortinado na mortalha um texto que interpretou como sendo uma certidão de óbito de Jesus, em triplicado (em grego, aramaico e latim). A paleógrafa deu conta destas descobertas em Os Templários e o Sudário de Cristo (publicado em Portugal pelas Edições 70), que até faz uma credível reconstituição das andanças do Santo Sudário até ter chegado à catedral de Turim, em 1578 – porém, a parte que diz respeito à certidão de óbito suscita imensas reservas. Frale detectou os caracteres ao analisar fotos tiradas ao Santo Sudário em 1931, mas nem o exame da mortalha nem o reexame das fotos de 1931 por outros cientistas revelou um caracter que fosse, quanto mais um elaborado relambório em três línguas.
É também espantoso que alguém com a erudição de Frale acredite que a burocracia romana se dava ao trabalho de emitir certidões de óbito para cada um dos muitos infelizes que submetia à crucificação, que era a forma de execução mais humilhante e desonrosa praticada no Império Romano. Não só era reservada a escravos, piratas e “inimigos do Estado” (só em casos excepcionais era aplicada a cidadãos romanos), como as vítimas eram muitas vezes deixadas a apodrecer na cruz, a fim de servirem de exemplo. Imaginar que Roma emitisse certidões de óbito para aqueles que pretendera reduzir à mais infame condição e tivesse a atenção de o fazer em versão trilingue e impressa (sabe-se lá por que método) na mortalha do crucificado é absurdo. Só faltou a Frale ler na mortalha a assinatura do médico legista e o carimbo do Instituto de Medicina Legal. É pena que Gibson & McKinley não reproduzam o lapidar comentário do historiador Antonio Lombatti sobre os textos descobertos por Frale: “É tudo produto de imaginação e software de computador”.
[A morte e o Sudário]

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