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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Lojas se adaptam à nova resolução

Legislação prevê presença diária dos profissionais nos estabelecimentos, exposições e feiras agropecuárias
A presença diária de um médico veterinário será obrigatória em pet shops, exposições e feiras agropecuárias. Essa resolução entrará em vigor amanhã em todo o País com o objetivo de garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos animais.
O trabalho dos veterinários será o de inspecionar os estabelecimentos comerciais, além de observar as condições de higiene e o comportamento dos bichos. Essa resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária foi publicada anteontem no Diário Oficial da União e estabelece que os pet shops e locais de comercialização de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes deverão manter os animais em ambiente livre de excesso de barulho e com acesso restrito à população.
Consta na resolução que o local deverá ter luminosidade e espaço adequados. Além disso, precisará estar livre de poluição e ser protegido contra intempéries ou situações que causem estresse. 

O responsável técnico será obrigado a comunicar formalmente ao estabelecimento as irregularidades identificadas e as respectivas orientações para corrigi-las. Caso as observações não sejam feitas, a norma estabelece que o veterinário comunique os problemas ao conselho da categoria. Quem descumprir as novas regras estará sujeitos a uma multa e a punições administrativas pela prática de infração ética.

O empresário Paulo Manfredi, 53 anos, emprega dois médicos veterinários em uma loja de grande porte voltada ao comércio de produtos pet, no bairro Vila Carvalho, em Sorocaba. "Pois isso transmite segurança e informação mais correta aos clientes", diz.
No local são comercializados animais de estimação, como peixes ornamentais, aves de pequeno porte, coelhos e hamsters. Além desse serviço, a loja também disponibiliza banho e tosa de cachorros e uma farmácia com medicamentos veterinários. 
De acordo com Manfredi, o custo para manter um médico veterinário gira em torno de R$ 6 por mês, com todos os encargos. Cada profissional trabalha 6 horas por dia na loja para auxiliar e orientar o atendimento dos vendedores.

A médica veterinária Michelle Siqueira Ribeiro, 38, disse sempre ser acionada para tirar dúvidas de clientes e dos demais funcionários. Certa vez, precisou visitar o setor de banho e tosa para verificar a condição física de um cão. "Ele estava debilitado, achei melhor suspender a limpeza e sugeri ao dono do animal procurar um veterinário", conta.

Segundo Michelle, também há casos de clientes que chegam à farmácia em busca de um remédio para o bicho de estimação sem qualquer exame prévio feito por um profissional qualificado. "Eles não sabem, mas uma dose errada pode até causar a morte do animal", completa. 

Já o pet shop do comerciante Lindomar Stuchi, no bairro Jardim São Guilherme, disponibiliza somente os serviços de banho e tosa. Por ser uma loja de médio porte, o empresário disse não ter condições financeiras de manter um médico veterinário durante todo o expediente. O jeito foi contratar o serviço de um profissional de forma terceirizada, que aparece no local uma vez por mês. "É o jeito. O comércio está estagnado e as despesas são grandes", conta.

De acordo com Stuchi, o médico veterinário recebe R$ 300 mensais para desempenhar esse trabalho. "Eu pago para ele assinar pela loja e verificar os medicamentos", diz. O empresário comentou que desconhecia essa nova resolução. "Ainda não pensei nessas mudanças e vou procurar a ajuda do meu contador", relata. 

A empresária Franciele Ferraz é proprietária de um curso de banho e tosa de animais de estimação. Atualmente, não possui um médico veterinário ligado ao estabelecimento por não comercializar medicamento e fazer procedimentos veterinários. "Mas essa resolução é muito positiva, pois os maus tratos não são apenas espancar um animal. Mau trato também é falta de banho, cuidado e de saúde", lembra. 

Na Fundação Alexandra Schlumberger, que presta atendimento a cães e gatos por um baixo custo, trabalham sete médicos veterinários. Esses profissionais, juntos, atendem uma média de 150 animais por dia. Segundo a presidente da entidade, Eliana Allegretti, a instituição está preparada para a nova resolução. "Já estamos adequados a todas as normas. Construímos uma nova ala há dois anos, já enquadrada aos pedidos da Vigilância Sanitária", diz. "Essas regras já estavam estabelecidas e agora terminará o prazo de adequação", completa.

O Sindicato dos Pet Shops do Estado de São Paulo foi procurado cinco vezes para comentar o assunto. O presidente da entidade, João Aparecido de Paula Brito, não concedeu entrevista por estar ocupado. 

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