Olá Amigos(as),visitem minha página no Facebook e confira as Novidades!!!!!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Brasil melhora em ranking e entra na lista da internet livre

País subiu dois pontos, para 18º lugar, e saiu do grupo dos considerados parcialmente livres

Mapa da liberdade de expressão na internet
O Brasil subiu dois pontos e passou a fazer parte dos 19 países com liberdade na internet – ocupando a penúltima posição, na frente apenas da Colômbia. Nessa mesma lista também estão Austrália, Argentina, Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra. Até 2013, o país integrava a lista dos países parcialmente livres.
Os dados são do relatório “Freedom on the Net” (Liberdade na Rede, em português), que analisou, ao todo, 65 países, entre maio de 2013 e maio de 2014. A análise levou em conta a situação da governança da internet, as condições de acesso, liberdade de expressão e o respeito aos direitos dos usuários em todo o mundo.
Apesar de ainda sofrer com algumas dessas questões, a repercussão do Movimento Passe Livre nas redes sociais e a aprovação do Marco Civil da Internet foram alguns dos fatores que contribuíram para o avanço do Brasil no ranking, segundo o professor de direito internacional Fabrício Bertini Pasquot. Ele fez parte de um grupo de cinco pessoas da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que participaram do estudo.
“(A repercussão dos) protestos contra a realização da Copa do Mundo e pela desocupação de comunidades próximo aos estádios também foram pontos muito citados que ajudaram o Brasil a subir. Também, sem dúvida, a ampliação das ferramentas de transparência pelas leis de acesso à informação que hoje são modelo para outros países”, afirma.
Porém, Pasquot alerta que essa melhoria ainda é muito sensível e “há muitos problemas para ser trabalhados”. O primeiro aspecto que deve ser incentivado é a competição no setor de telecomunicações. “No Brasil não existe, é fachada”, diz.
Outro problema central para o professor é a correta aplicação da Lei Eleitoral. “O que vemos hoje é uma liberdade de expressão no campo político muito reduzida. Qualquer candidato que se sinta difamado por qualquer mensagem, informação ou crítica veiculada pelas plataformas sociais pode obter medidas para a remoção do conteúdo”, critica. E, por último, “a melhoria da segurança cibernética para evitar, por exemplo, ataques às bases de dados de bancos”, completa o pesquisador.
Pesquisa. De acordo com o professor, a próxima edição do relatório se dedicará à revisão detalhada do Marco civil. Uma próxima reunião regional deverá acontecer entre março e abril, na Cidade do Mexico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário